segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Sala de Pintura a Fresco


O Museu de Alberto Sampaio é o único museu do País que possui uma sala dedicada à pintura a fresco. Como se sabe, no decurso do século XV, e atingindo a sua expressão máxima em meados do século XVI, os templos portugueses começam a ser revestidos de pintura mural, «frescos», que embelezam e «iluminam» o interior das igrejas. Esculturas e «frescos» vão ajudar os cristãos a conhecer as passagens bíblicas e a hagiografia dos santos da sua devoção.
Nos séculos seguintes, as paredes dos templos começam a ser guarnecidas de talha que encobre os frescos, então caídos em desuso, sendo destruídos os que não ficavam escondidos pelos retábulos. Temos de esperar pelo século XX, para que, em campanhas de restauro iniciadas em alguns templos, estes voltem a ser descobertos.
As pinturas murais que se podem contemplar nesta sala do museu são provenientes de algumas igrejas do Norte de Portugal – Convento de S. Francisco (Guimarães), Igreja de Fonte Arcada (Póvoa de Lanhoso), Igreja de São Salvador de Bravães (Ponte da Barca) e Igreja de Nossa Senhora da Azinheira (Outeiro Seco, Chaves).É uma sala muito bonita, onde apetece estar. É uma sala que convida à intimidade e desperta no visitante a vontade conhecer um pouco mais de todas as histórias que as pinturas contam – a cabeça de S. João Baptista numa bandeja; o Padre Eterno ladeado por anjos músicos que tocam órgão e cantam cantochão; o S. Bernardo e S. Bento que olham o visitante com olhar e gestos protectores; o S. Sebastião que permanece ali, sofredor, agarrado ao tronco e com o corpo pejado de flechas, que já não tem!… Se quer saber mais e ver com os seus próprios olhos venha ao museu, como já sabe, este museu «merece todas as visitas».

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